segunda-feira, 27 de junho de 2016

Sarau De Encerramento

PIBID de Letras realiza sarau de encerramento com estudantes da Escola Dom Carlos Eduardo
A atividade contou com declamação de poemas produzidos pelos próprios estudantes
            Os bolsistas do PIBID de Letras da UFFS que estão em atividade na Escola Dom Carlos Eduardo realizaram na quinta-feira, 23 de junho, um sarau de encerramento com os alunos do 6º e 7º anos do período da tarde que participaram das oficinas sobre o gênero poema. O sarau contou com a participação dos 5 bolsistas, da professora supervisora, Dirlaine de Oliveira, e também com a presença da diretora da escola, Adriana Sassi.
            Os bolsistas organizaram uma contação de histórias a partir de uma adaptação do livro “A bolsa amarela”, de Lygia Bojunga, em que entremeio a risos e olhares de suspense, os estudantes buscaram compreender a essência do que é escrever e o que é ser escritor.
            Em seguida, os bolsistas incentivaram os alunos a lerem as poesias que foram produzidas no decorrer das oficinas, lendo poesias de autoria própria além das produções realizadas pelas turmas que participaram da oficina no período matutino. Os alunos leram as poesias dos colegas e, quando se sentiam a vontade, liam as suas próprias poesias.
            O sarau marcou o encerramento das atividades do semestre na escola. Em conversa com a diretora Adriana, a mesma se mostrou fascinada com as produções dos estudantes e também com a história que foi interpretada. Além disso, para finalizar a oficina, a diretora acabou por recitar alguns versos que foram ensinados por sua avó, ainda na sua infância.
 

A seguir exemplo de uma poesia produzida por uma estudante da escola:

O JOVEM

(Maria Eduarda da Cunha)

As vezes eu me pergunto
que diabos de papel
estou fazendo aqui:

Não pedi para nascer,
não escolhi meu nome,
e tenho um corpo montado
com pedaços de avós
fatias de pais
amostras de mães.

Nas reuniões de famílias
o esporte predileto
é dissecar Frankenstein:

“Os olhos são dos Arruda...”
“Os pés lembram os Botelho...”
“Tem as mãos do velho Braga!”
“... e o nariz é dos Fonseca!”

Certamente o resultado
de um tal esquartejamento
não pode ser coisa boa
pois tantos retalhos calados
não teriam uma pessoa.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Oficina de Poesia



A oficina de poesia realizada, em virtude da preparação dos alunos para as Olimpíadas de Língua Portuguesa, foi aplicada no primeiro semestre de 2016 com os alunos do 6º e 7 º anos da Escola Dom Carlos Eduardo. O trabalho foi dinâmico permeado de discussões sobre o gênero poesia, jogos, e foi finalizado com produções de textos dos alunos. Produções estas, socializadas entre os participantes da oficina.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Sugestão de leitura

A Caverna – José Saramago
O romance se desenrola entre a oposição de dois personagens, Cipriano Algor, um oleiro de personalidade pacata, mas que se revela um mestre na arte do diálogo e demonstra durante todo o romance a constante procura pela essência do ser humano; e o Centro, o shopping center, considerado uma  verdadeira “ilha da fantasia”, que substitui a necessidade humana de ligar-se ao outro pela necessidade de adquirir bens como forma de autossatisfação. É neste ambiente que os sujeitos são envolvidos por um mundo de aparências, que os leva a perder sua identidade e que a personagem Cipriano busca posicionar sua ideologia em relação ao Centro, através da tomada de consciência.

Ótima opção de leitura para você que gosta de refletir sobre a sua essência e seu papel na sociedade em que vive.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Artes plásticas e literatura

A oficina de artes plásticas, contou com a apreciação de dez obras diversas, que em discussão com os alunos ganharam possíveis interpretações, e a partir disso, os alunos em trios, construíram poesias belíssimas, expondo sua subjetividade inspirada pela apreciação das obras plásticas.

Cafe Terrace at Night de Vincent Van Gogh 1888
Guernica – Pablo Picasso


Luncheon of the Boating Party, Pierre Auguste Renoir
Argus, Salvador Dali
Operários-Tarsila do Amaral
Creepy children at the bank – Barry Kite


As meninas-Diego Velázquez
Amada-Jane Long
A Lição de Anatomia do Dr. Tulp – Rembrandt van Rijn


Os amantes-Rene Magritte


Cinema e literatura

A relação entre a arte das obras filmícas e das obras literárias foi discutida em sala de aula na turma do sétimo ano da Escola Dom Carlos Eduardo em uma oficina realizada no dia 12 de novembro de 2015, os conceitos foram construídos coletivamente em discussão com os alunos, tendo os pibidianos como mediadores dos conceitos e dos conhecimentos a serem construídos, após a compreensão apreciamos a obra de Jacob e William Grimm- Os irmãos Grimm, Hansel e Gretel, e sua adaptação para a obra filmíca, João e Maria, caçadores de bruxas. Os alunos se entusiasmaram nas discussões e puderam perceber na apreciação os conceitos que anteriormente foram construídos coletivamente.


Oficina de gênero dramático

A oficina desenvolvida na Escola Dom Carlos Eduardo com o nono ano a cerca do gênero dramático
contou com jogos teatrais, apreciação e análise da obra Juíz de paz na roça de Martins Pena, bem como a leitura e compreensão do texto dramático. A partir disso, desenvolvemos uma atividade de adaptação de uma obra do gênero lírico, Navio Negreiro de Castro Alves, para um texto dramático, após os ensaios a peça foi representada pela turma  num evento da escola onde os pais juntamente com os professores puderam apreciar o trabalho produzido, estimulando assim a vinculação da universidade com a comunidade da cidade em que está inserida.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Indicação de leitura

O alienista-Machado de Assis


A obra o Alienista é uma sátira ao cientificismo da época  foi publicada em 1882 e é uma novela do grande autor brasileiro Machado de Assis que traz como temática a loucura.
O protagonista Dr. Simão Bacamarte é um renomado médico diplomado na Europa e dotado de um grande conhecimento, ao chegar á sua cidade natal Itaguaí, casa-se com dona Evarista, uma mulher que não era dotada de grandes atributos físicos nem morais, sua escolha foi determinada por seu desejo de paternidade bem sucedida, por obra do destino, não tiveram filho algum.
Com o tempo o médico passa a interessar-se por estudos da psiquiatria e funda a Casa Verde, o primeiro hospital psiquiátrico de Itaguaí, as primeiras internações foram bem aceitas pela sociedade e estavam dentro de um padrão de normalidade, mas com o tempo, passaram a ser desenfreadas, movidas pela loucura de Simão, a ponto de quase esvaziar a cidade com tantas internações por diversos casos de loucura, estaria Itaguaí enlouquecida?. O poder de convencimento do Dr. Simão Bacamarte levou muitos a acreditar na crise de loucura coletiva, mas o desfecho desta história é inesperado.
Uma leitura agradável com uma temática indagadora, o que nos torna diferentes, o que afinal é a loucura.